A ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar) definiu o teto de reajuste para planos de saúde em 5,11% para o ciclo maio de 2026 a abril de 2027. A notícia rodou a imprensa e gerou dúvida em muita gente: meu plano vai subir esse percentual?
A resposta, na maioria dos casos, é: não diretamente. E entender o porquê é o ponto mais importante desse anúncio.
O que é o reajuste da ANS e como ele funciona
Uma vez por ano, a ANS define o percentual máximo de reajuste que as operadoras podem aplicar nos planos de saúde individuais e familiares — aqueles contratados diretamente pela pessoa física com a operadora, sem vínculo com empregador ou entidade de classe.
O índice é calculado com base na variação dos custos médico-hospitalares por beneficiário registrada no setor ao longo do período anterior. É uma fórmula técnica que tenta equilibrar a sustentabilidade financeira das operadoras com a capacidade de pagamento dos beneficiários.
O resultado é um teto: as operadoras não podem cobrar mais do que esse percentual para reajustar contratos individuais vigentes. Podem cobrar menos — mas não mais.
Atenção: esse reajuste NÃO se aplica a planos coletivos
Esse é o ponto mais importante para empresas, RHs e corretores — e também o mais mal compreendido toda vez que o reajuste da ANS é anunciado.
O teto de 5,11% se aplica exclusivamente a planos individuais e familiares.
Planos coletivos por adesão e planos coletivos empresariais seguem uma lógica completamente diferente: os reajustes são negociados diretamente entre a operadora e a empresa ou entidade contratante, sem nenhum limite regulatório imposto pela ANS.
Planos individuais x planos coletivos: qual é a diferença real
Por que os contratos individuais têm controle maior — e custo maior também
Não é coincidência que os planos individuais costumam ter mensalidades mais altas do que os coletivos. Essa diferença existe justamente porque, no contrato individual, a operadora assume mais risco: ela não pode recusar o beneficiário por histórico de saúde e está sujeita ao teto de reajuste regulado.
Em troca desta proteção ao consumidor, o preço de entrada é mais alto e o controle regulatório é mais rígido.
Se você tem plano empresarial ou por adesão, o índice de 5,11% anunciado pela ANS não é o número que vai aparecer na sua renovação. O que vai aparecer depende da negociação da sua empresa ou entidade com a operadora.
Esse reajuste se aplica aos novos beneficiários do Hapvida no Rio Grande do Norte?
Não. É importante destacar que: novos beneficiários que continuaram com o Hapvida pelo marketplace da Fiibo no Rio Grande do Norte entraram no plano coletivo por adesão e o reajuste segue as regras desse modelo, calculado com base na utilização do plano e nas normas regulatórias vigentes, sem relação com o teto de 5,11% anunciado pela ANS para planos individuais.
Um diferencial desta operação é a estrutura de marketplace da Fiibo, que agrega produtos complementares, como o acesso ao plano de medicamentos e o desconto em farmácias. Com esses diferenciais, a Fiibo busca contribuir para a sustentabilidade do reajuste futuro, embora os percentuais sempre dependam da utilização efetiva da carteira e das regras regulatórias de cada período.
O que o reajuste significa na prática para RHs e empresas
Mesmo que o teto da ANS não se aplique diretamente aos planos coletivos, o anúncio carrega um sinal relevante para quem gerencia benefícios: os custos médico-hospitalares seguem pressionados.
O índice de 5,11% reflete o quanto as operadoras gastaram a mais por beneficiário no último ciclo. Esse mesmo movimento de custos é o que embasa as propostas de reajuste nos contratos coletivos — só que sem o limite regulatório que protege os planos individuais.
Na prática, isso significa que empresas com alta sinistralidade no grupo ou com contratos que venceram recentemente devem se preparar para negociações mais duras com as operadoras nos próximos meses.
Os pontos de atenção práticos para o RH são:
- Entenda a sinistralidade do seu grupo: é o principal fator que as operadoras usam para calcular o reajuste do contrato coletivo. Grupos com alta utilização tendem a receber propostas de aumento maiores.
- Não espere a renovação para agir: antecipar a conversa com a operadora dá mais margem de negociação do que discutir o reajuste quando ele já chegou na mesa.
- Compare o mercado antes de renovar: trocar de operadora ou de modelo de contratação pode ser mais vantajoso do que aceitar a proposta de reajuste da operadora atual.
Como controlar os custos com saúde independente do reajuste
O debate em torno do reajuste ANS revela um problema mais profundo que muitas empresas enfrentam: a falta de controle sobre o quanto gastam com saúde por colaborador.
No modelo tradicional de plano coletivo, a empresa contrata uma operadora única para todos, paga a fatura todo mês e só descobre o impacto real no momento da renovação. É um modelo que coloca o RH em posição reativa — e que ignora uma realidade simples: nem todo colaborador quer ou precisa do mesmo plano.
Uma alternativa que tem ganhado espaço entre empresas de médio e grande porte é o modelo de saúde flexível: a empresa define um orçamento fixo por colaborador, e cada pessoa escolhe como utilizar esse saldo dentro do catálogo de produtos disponíveis.
Esse modelo quebra a lógica da operadora única. Na prática:
- Cada colaborador escolhe a operadora que prefere.
- Quem já é dependente no plano do cônjuge pode usar o saldo em outros produtos: farmácia, bem-estar, odontologia, telemedicina, VA/VR, entre outros.
- A empresa controla o custo total por colaborador, independente de qual produto cada um escolheu.
- O RH tem previsibilidade orçamentária sem depender de negociação de renovação com operadora.
Na Fiibo, o maior marketplace de planos de saúde e benefícios do Brasil, esse modelo já é realidade para mais de 150 mil vidas. Com o Fiibopass, a empresa define o saldo e cada colaborador decide como aplicar — entre as 9 categorias de benefícios e milhares de produtos do catálogo, na operadora que fizer mais sentido para ele.
O resultado é um benefício que serve de verdade para cada pessoa — não um pacote genérico que metade do time nunca vai usar.


